Videohisteroscopia
Os procedimentos videohisteroscópicos estão divididos em seis grupos:
Diagnóstica – a videohisteroscopia é considerada padrão-ouro no diagnóstico das doenças da cavidade uterina. Não é raro o encontro de miomas submucosos e de pólipos endometriais em mulheres com sangramento uterino excessivo e com ultra-sonografia transvaginal normal.
Septoplastia – o septo uterino é uma malformação uterina que consiste na presença de um tecido fibroso (septo) que divide a cavidade uterina em duas metades. É uma causa freqüente de abortamento de repetição. Através da histeroscopia é possível retirar este septo através de uma cirurgia pouco agressiva (sem cortes) e com uma taxa de sucesso superior a 80%.
Lise de sinéquias – sinéquias (aderências) podem aparecer após infecções intra-uterinas ou após procedimentos realizados dentro do útero, como a curetagem uterina pós-aborto. As sinéquias podem dificultar a gravidez e o tratamento das mesmas através da cirurgia histeroscópica confere excelentes resultados.
Polipectomia – o pólipo endometrial é um dos principais responsáveis pelo sangramento uterino excessivo. Também podem dificultar a gravidez. A transformação maligna do pólipo parece ocorrer em 0,5% dos casos. A polipectomia (retirada do pólipo) é considerada uma cirurgia rápida, segura e eficaz.
Miomectomia – a miomectomia histeroscópica é um procedimento cirúrgico que trouxe um grande avanço para a ginecologia. Antigamente, para a retriada do mioma submucoso, era necessário fazer o corte no abdome; abrir o útero; retirar o mioma; fechar o útero e fechar o corte no abdome. Com a histeroscopia cirúrgica, a retirada do mioma é feita exclusivamente pelo aparelho endoscópico, por via vaginal.
Ablação de endométrio – a ablação de endométrio videohisteroscópica é uma alternativa para a histerectomia em mulheres com sangramento uterino excessivo e que não apresentam doenças uterinas evidentes. A satisfação está em torno de 90%, taxa alta para um procedimento bem menos agressivo que uma histerectomia.
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